quarta-feira, 22 de julho de 2009

Dor de Cabeça

Sinto. Logo tenho, constantemente inclusive. E uma dúvida me persegue... Pesará a cabeça uma tonelada?

Caramba, uma tonelada de massa encefálica, neurônios... Se isso significar inteligência, vou ter como desculpa para minha irritação uma rebeldia incompreendida de gênios da humanidade.

Ai dor, serás patológica? Dor que algum tumor maligno causa em minha cabeça... Ou és apenas fruto da minha imaginação fértil que faz peso? Uma tonelada de imaginação fértil. Imaginação doída de se ter.

Mas dor... E se fores sentimental? De fundo psicológico? Daí não tem a justificativa de porque a cabeça pesa, ou então é justamente o “peso na consciência” de não ter feito ou ter feito algo. Arrependimento pelo não feito (pior arrependimento que existe) ou pelo feito, que também é um peso meio ruim de ter.

Mas se for psicológico, de uma coisa tenho certeza. A dor de cabeça é bem mais persistente que eu. Bem mais...

Então descobri, afinal, a cura. Aliás, eu remediei. Tomei uma pílula milagrosa que me fez parar de pensar em algo patológico e psicológico e me deu sono... Dormi e dessa vez não sonhei e nem fiz nenhuma teoria mirabolante sobre o que no momento parecia que ia ter fim.

Solução para essa dor? Lógico que tem. Jogue fora sua cabeça e compre outra nova e mude novamente toda vez que a dor for iminente. Ou então desista da sua cabeça meu amigo, pois certamente ela irá doer algumas vezes na vida. É... Nada tem só seu lado bom... Quer alguma pílula milagrosa pra isso? Eu também quero!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Vida Nômade

Ser sedentário é fácil, é muito além de um hobby. Já o nomadismo é para poucos. Nômade, é o que tenho tentado ser. Que fique claro que não estou falando do sedentarismo propriamente dito, não estou falando dos meus surtos eternos de preguiça ou a grande disposição que tenho de passar horas numa rede. Tcs tcs, nada disso.

Estou falando de mudar a rotina. Ir de encontro ao novo, com as coisas mais simples. Chegar numa pizzaria e ao invés de optar pela pizza de sempre, de peito de peru com catupiry, pedir uma de strogonoff, por exemplo. Não quero sentir o mesmo gosto toda vez, com a mesma soda com gelo e limão. Se você não faz questão mais nem do cardápio, acho que tá na hora de rever os conceitos.

Trocar o supermercado do lado de casa e ir num um cadin mais distante, só pra ver o que há de diferente na estrutura, nos produtos, na disposição dos corredores. Não quero entrar no lugar, seguir em frente, virar à direita e seguir em frente novamente até a segunda fileira de prateleiras, pra pegar o macarrão. Dá pra fechar o olho e ir colocando as coisas no carrinho. Não quero encontrar a mesma moça simpática de mais ou menos 1,60m, de aparelhos nos dentes e que vive com o cabelo preso. Ok, essa moça é de praxe em todos os supermercados do planeta. Mas, que seja, chega disso!

Vou desligar o automático e prestar mais atenção em tudo que me cerca. Dá pra questionar um pouco mais o mundo. Chega, chega! É hora de olhar a mesma coisa por outro ângulo. Olhar outras coisas. Chega de rir das mesmas piadas, quero novos motivos pros risos! E renovar também as lágrimas. Sim, se chatear com as mesmas coisas não dá mais! Quero mandar novas pessoas pra patacapareu! As mesmas já não levam isso a sério. Renovar é preciso. E ficar acomodado na mesma vidinha de sempre, fazendo as mesmas coisas a tempos, não leva nem até a esquina.

Não é uma questão de mudar de identidade, perder suas características ou simplesmente abdicar das coisas que gosta. Se gosta muito da bendita pizza de peito de peru com catupiry, peça essa de uma vez! Se o supermercado ao lado da casa é melhor e mais conveniente, continue indo nele! Se o vizinho continua chato, continue mandando ele visitar a querida mãe! Mas o quanto de coisa que a gente perde por não querer ir de encontro ao novo, isso é verdade. Ou será que dá pra dizer que gosta mesmo de sorvete, se sempre pede só o de chocolate?

Vez em quando é bom largar o sedentarismo. Só não estou falando pra você deixar a rede numa tarde chuvosa de domingo. Não não, não é nada disso. Mas um bom sofá também tem o seu valor.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A chuva

Eu acho engraçado a minha relação com a chuva. Nasci na cidade onde a chuva tem hora pra cair, Belém do Pará. Eu sempre fui aquela pessoa que podendo, toma banho de chuva, costumo dizer que sempre morei em prédio mas fui criada em vila, então brincar na chuva fez parte da minha história!

Em Belém a chuva também é boa pra amenizar o calor e pra catar manga, qual o paraense já não fez isso?

Ai eu me mudei pra a terra da garoa. Aqui em São Paulo a chuva me parece mais triste, é uma chuva cinza… Achei inclusive, as pesoas mais irritadas pelo fato de estar chovendo.

E eu realmente sinto falta daquela chuvinha na hora do almoço com o sol brilhando. Onde a minha mãe sempre dizia que sol e chuva era casamento de viúva. Acho que aqui em São Paulo as viúvas não casam.

Nasci respirando água, na cidade onde quente e úmido não é só a temperatura, é oestilo de vida. É vim pra cidade da poluição, saí da selva amazônica pra Selva de pedra.

E a chuva? A chuva não é só um fenômeno climático, é parte da lembrança boa que Belém deixa.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Conto da vida!

Sempre achei que fosse encontrar a mulher da minha vida numa daquelas situações clichês do cinema água com açúcar. Vou ao supermercado, escolho o molho de tomate e quando vou pegá-lo, pulft! Eis aquela mão delicada, com as unhas pequenas, mas bem feitas, pegando o mesmo molho. A gente solta um “err, desculpa...” meio gaguejado e, tá lá, tempinho depois estamos contando essa historinha de como a gente se conheceu de forma inusitada. Ela vai dizer que achou “bonitinho” o fato deu ter ficado um tempo escolhendo o molho, pensando alto se levava o de pizza ou o tradicional. Eu vou dizer que fiquei enrolando ali propositalmente, esperando que ela chegasse até a prateleira. E no fundo no fundo, a gente vai saber que tudo isso tinha sido obra do destino. Uma pena que a Scarlett Johanson não tenha aceitado esse papel.

Acabei indo à lavanderia, dessas Lav&Lev, em que ficam um monte de máquinas de lavar e um monte de cadeiras e Contigos! de 1997, mostrando na capa a Sheila Mello no carnaval de Salvador. Enquanto via as fotos da moça, que tinham sido tiradas de um ângulo um tanto de baixo pra cima, senta próximo a mim uma super loirinha que eu nem tinha visto entrar. Olho uma, duas vezes, e ela sorri meio timidamente. Pergunto sobre o que tá ouvindo no iPod, ela diz um nome meio estranho e me explica sobre a história da banda. Acho meio alternativo, mas nem ligo. Ela me convida a ouvir, me dando um fone. Sento na cadeira ao lado e então ouvimos e conversamos sobre descontrações. Falo sobre a vida de morar só e ela me conta sobre os favores que a mãe pede pra fazer quando a máquina da casa quebra. Pronto, pois toda a vez ela passa a contar pros nossos amigos sobre a minha samba-canção do Snoopy, que sem querer deixei à mostra na minha cesta.

Talvez eu seja mesmo o último romântico. Talvez eu esteja vendo filmes demais com as companhias erradas! Nem sou príncipe, muito menos sapo. Nem tenho qualidades que me façam entrar num conto, mas se o sapo me oferecer o seu papel, eu juro que aceito! Estar no brejo nunca foi problema, só não abro mão da breja. Uma boa dose daquilo que passarinho não bebe tem surtido mais efeito que o molho de tomate. Aliás, tenho tentado largar o vício do supermercado. Talvez, por isso, minha geladeira esteja às moscas. Ótima dieta para anfíbios, não?! Também tenho lavado minhas roupas em casa e meu pé no chuveiro, viu seu sapo? Esse papo de não lavar porque não quer, não vai colar comigo. Mas não se aborreça, porque se a Scarlett aceitar aquele papel, prometo um contrato vitalício pra você com as fadas.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Passado x Futuro

É no mínimo engraçado ver o saudosismo que abala as pessoas hoje em dia quando falam de música. E você vê em número essa nostalgia aumentando junto com o número de LP’s vendidos.

Eu particularmente sou adepta a mudanças, gosto do novo, do futuro e, principalmente, da facilidade da vida moderna. Antigamente meu pai dizia que algo conservador era igual a embalagem de maizena, nunca muda! Pois eu tenho uma novidade, mês passado eu fui ao supermercado e a embalagem da maizena mudou! Mudou cara!

Neguinho vem me falar que com a chegada do MP3 a qualidade sonora caiu... Eu concordo, mas também questiono... Que qualidade sonora tem a música do Nxzero, por exemplo? Pra ouvir essas bandas novas não precisa de uma tecnologia destacando a sonoridade boa. Porque ela simplesmente não existe! Então pra que gastar grana num LP do Nxzero, quando se pode baixar o MP3 deles por 99 centavos ou até de graça?

Acho que no mundo de hoje, a tendência é aceitar de tudo. Você vai pra São Paulo, entra numa das lojas mais modernas de música e encontra aparelhos “sessão nostálgica” que é um tocador de vinil e CD.

Acho isso sensacional. Adoro escutar Janis Joplin, Beatles, Cazuza e outros tantos num vinilzão... Mas há de convir que isso não é pro dia-a-dia... Pra academia eu quero um MP3, que é um pouco maior que uma pilha, pro meu carro eu quero um CD com a minha seleção. E assim a vida da lugar pra cada um!

Coisas obsoletas sempre existiram e foram substituídas sem reclamação. Ou você reclama de usar um carro com direção hidráulica, quando no passado o carro do brasileiro era um fusca?

Acho que as coisas vêm num fluxo natural... Meu irmão certa vez me disse que não existem mais ícones como antigamente, que não se fazem mais ídolos, que não se vê um sucesso mundial como bandas que já citei e outras que certamente são ouvidas por gerações e gerações.

Bom... A democracia as vezes faz isso, todo mundo podendo, ninguém se destaca. Mas ainda acredito em grandes ícones. Eis aqui alguns... Ivete Sangalo, porra me diz que tu numa ficastes impregnado com alguma música dessa moça? Amy Winehouse, você pode nunca ter ouvido uma música dela, mas ela é a definição atual de sexo drogas e rock in roll (sendo que ela não toca rock, o marido ta preso... Mas ela compensa nas drogas).

E termino esse texto falando do ícone que, pra mim, é o símbolo do novo século, da modernidade... Madonna. Cara, a mulher fez 50 anos, começou a carreira desbancando a doida que canta “Girls Just wanna have fun!” e colocou meninas de 16 anos pra cantar “Like a virgin...”. Faz parcerias atuais agregando a sua música ao publico do momento “Five minutes to save World’ com o Just e o Timbaland. A mulher é minha musa. Fica cada vez mais bonita e atual. Não é a toa que pra conseguir um ingresso dela foi uma cagada aqui no Brasil (mas isso fica pra um outro texto).

Enfim... Saudades todos temos de algumas coisas, ou você me diz que não tem saudade do seus pais pagando suas contas? Mas como tudo, isso e aquilo, fazem parte do processo natural. Então para de reclamar. hehe

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sobre uma vida de verdades

Prometo falar a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade. Temos obsessão pela sinceridade. Dizemos aos quatro cantos, “o que eu não gosto? De Mentira!”. Temos a incrível mania de dizer que preferimos muito mais uma dura realidade que uma doce ilusão. Mentirinhas bobas até deixamos passar. Ela vem e pergunta, “to gorda?”, você olha bem nos olhos dela e diz, “você tá linda!”. Ela até vai retrucar, “mas to gorda?”, e você de novo vai lá, “não, você continua linda como sempre!”. Pronto. Ela pode estar o próprio Kung Fu Panda e até saber disso, mas você disse tudo que ela precisava ouvir. Mentira? Pra ela é amor. Mudamos o conceito da odiável palavrinha. Tudo agora está perfeito.

Mas o que é perfeito? O que é verdade? O que é mentira? Para os otimistas, tudo é perfeito. Para os pessimistas, tudo é mentira. Para os realistas, tudo é questionável. Para os amantes, ninguém é perfeito, a não ser que você que se apaixone pela pessoa. Para os desamantes, tudo estava perfeito, até que você se apaixonou pela pessoa. Cadê a verdade que tava aqui? Já dizia o cantor, mentiras sinceras nos interessam, e muito. Verdades duvidosas não, nenhum pouco.

Ficamos com aquela angústia. Volta a ambição pela sinceridade. Queremos a qualquer custo saber a verdade, por mais implacável que seja. Ansiosamente esperamos por uma resposta positiva, mas sabemos que queremos mesmo ouvir uma mentira muito bem contada, com um sentimento tão intenso que é capaz de mudar a própria realidade. Temos um certo medo da verdade. Não sabê-la nos incomoda, mas sabê-la pode nos incomodar muito mais. Cadê a mentira que tava aqui? Por favor, devolva as fadas ao meu conto.

Mentira tem perna curta. Verdade tem língua grande. Quer saber? Me bombardeie com verdades. Fale tudo que pensa a meu respeito. Tire a hipocrisia de baixo do tapete e pare de pensar em seu lugar ao céu. Deixe todo seu pensamento sarcástico fugir pela fala. Eis a minha obsessão. Mas lembre-se, mentiras sinceras também me interessam. A ignorância é mesmo uma benção.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Check List de uma manhã agradável nessa vida!

  1. ZzZzzZz
  2. X Acordar às 6:30.
  3. Ignorar o despertador e acordar às 7h!
  4. Agradecer a Deus!
  5. Acordar o dogão Mike Wazowski e rir da cara dele de sonolento!
  6. Banhão e aquele blábláblá de coisas matutinas!
  7. X Tomar um super cappuccino pra espertar!
  8. Cumprimentar pessoas estranhas na rua!
  9. X Receber o mesmo cumprimento dessas pessoas!
  10. Chegar na facul e já fazer uma piadinha!
  11. Descobrir que só existem umas 2 pessoas na sala que realmente acordam de bom humor!
  12. 08:08.
  13. Ver que a professora adiou o trabalho chato pro fim do mês!
  14. Falar mais algumas besteiras e ver que o humor da galera já anda em dia às 10h!
  15. Ser recebido com uma super festança pelo Wazowski!
  16. Receber uma mensagem bem legal e se sentir querido!
  17. X Cortar legumes, fritar batata, bife e fazer um super almoço!
  18. Requentar a comida do domingo!
  19. Descobrir que Frango no Tucupi fica bem melhor no outro dia!
  20. ZzZzzZz

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O mistério da bolsa feminina!

Eu sempre me perguntei por que mulheres andam de bolsa e homem não. Quando eu era menor, ganhava bolsa e enchia ela de brinquedo, bombom... E não entendia como a bolsa da minha mãe era tão pesada e cheia e coisa. Uma das minhas curiosidades era saber o que tanto ela levava. Já meu pai, quando saia levava a carteira no bolso de trás e a chave de casa, só.

Atualmente o máximo que você consegue ver no homem é uma pasta (se ele tiver com o notebook) ou uma mochila (pra ir malhar, levar livros, etc..). Já a mulher, com a ajuda da moda, consegue bolsas cada vez maiores e mais pesadas. Isso tem dado problemas nas nossas pobres colunas que já sofrem com o salto alto.

Acho que isso acontece porque o poder de síntese da mulher não existe, simplesmente. A mulher coloca na bolsa tudo o que ela pensa que pode acontecer durante o seu dia. Das coisas mais básicas até as coisas mais ridículas e o que é mais engraçado é o nosso poder de colocar cada vez mais bolsas em nossa vida. Pois usamos bolsinhas dentro da nossa bolsa pra separar as coisas.

Uma bolsa leva o O.B ou absorvente, escova de dentes, fio e creme dental, outra bolsa leva um kit básico de maquiagem (caso você vá emendar), se a mulher usa lentes de contato tem uma bolsa pro colírio, shampoo da lente e a caixinha. Tem a bolsinha de moedas, que é separada da carteira. Temos a carteira, que as vezes é a responsável pela metade do peso total da bolsa e nem sempre tem dinheiro.

Escova e silicone para o cabelo, liga ou piranha...  Um estojo com canetas, band-aid para os calos que o sapato faz e a gente insiste em usar mesmo assim. Lenços de papel para qualquer situação...

É tanta coisa que eu perco a conta. E o mais engraçado é quando nós saímos com essa bolsa e o cara olha e pergunta “Nossa, você ta levando o seu quarto ai dentro?” e logo depois pede pra guardar a carteira dele. Namorados são PHD nisso, reclamar pra depois usufruir.

Acho que na verdade, a gente acaba sendo preparada pra tudo. E o homem anda apenas com uma carteira porque o que ele precisar, é só pedir pra mulher conhecida mais próxima que com certeza ela irá ter dentro da bolsa dela.

Acho que toda mulher tem um pouco de Mary Poppins dentro de si e se pudesse, realmente levaria o seu quarto numa bolsa.  A bolsa da mulher tem tantos mistérios quanto o  banheiro feminino.

Quem sabe um dia, você homem, não acha um bilhetinho jogado dentro da bolsa de uma das mulheres com todas as respostas pras perguntas do mundo?

...

Vai ver por isso mulheres não gostem que ninguém mexa na bolsa delas. Somos detentoras do poder! Ahááá!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A Vida é mesmo um baralho!

E aconteceu a festa no reino de Ouros. Infelizmente, assim que cheguei, logo vi a Dama de Ouros com 2 de Espadas, logo ela, tão simpática e linda, tão cheia de si, com 2! O Rei de Copas dando em cima de 4 de Ouros, mas esse já era de se esperar, há garotas que ainda se deixam levar por suas cantadas de papelão. E, pasmem, pegaram o Ás de Espadas com 3 de Paus!!! Apesar da surpresa, devia saber que espada corta mesmo pros dois lados. Esse mundo tá perdido!

5 de Paus ali num canto, sem saber como se portar. 2 de Ouros desfilando com sorrisos que nem demonstravam a angústia e aflição que tinha por dentro. O Rei de Espadas contando com entusiasmo sobre seu mais novo conversível, ao seu subordinado Valete. Pobre Valete, tendo que ouvir a mesma historinha todas as vezes.

No fundo, eram todos iguais, as mesmas cartas de sempre. Todas indo e vindo do monte, entrando e saindo do jogo como sempre faziam. Nada de novo, nem mesmo os truques na manga. Sempre as mesmas espiadinhas, os mesmos gestos de coçar a orelha, as mesmas piscadinhas. A bebida era o Dry Martini de sempre, que nem gostavam, mas era a força do hábito.

E eu até me via como um estranho ali. A festa era à fantasia, mas todos me olhavam como se tivesse vindo ao lugar errado. Todos com seus naipes, e não acreditavam como eu nem havia me importado em chegar sozinho. Festa é festa, pra que regras? Regras, havia esquecido. Eles ali aparentavam seguir as regras do jogo, a não ser quando ninguém estivesse olhando, claro. Eu ia na contra-mão disso tudo, escancaradamente fugia do sistema. Cheio de piadinhas em momentos inesperados, besteiras a contar como grandes feitos, peripécias desimportantes e discussões irrelevantes. O próprio bobo da corte, diziam aos cochichos.

Bobos são vocês. Enquanto eu viro peça de uma rara coleção, vocês insistem em voltar pra caixa no fim da festa...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Hoje, passeando pela internet, achei um blog que tinha uma “Receita para amar uma gordinha”. Segue abaixo o poeminha:


Para se amar uma gordinha, antes de mais nada

Faz-se necessário achá-la!

Não, não se acham gordinhas por aí!

Gordinhas são como um vinho muito raro,

Fruto de uma colheita precisa,

No tempo certo,

Da uva perfeita,

Da maturação exata.

 

Procure, converse com quem sabe,

Peça ajuda a quem tem!

E com toda a calma, achando uma,

Com o coração na mão,

Declare-se apaixonadamente!

 

Uma vez resolvido este problema,

Trate de aprender algumas coisas:

A diferença entre a sacarose e a sacarina,

Entre um almoço e um lanchinho,

Mas, principalmente,

Aprenda a diferenciar,

O "amor vamos comer uma coisinha!"

Do "amor", vamos fazer uma boquinha!"

 

Procure não misturar,

O ato com o prato,

O teso com o peso,

O come com a fome,

E trate de viver feliz e em paz!

 

Eu como uma gordinha convicta, adorei a primeira parte e odiei a última. E vamos a realidade dos fatos...

Gente, achar gordinhas não é tão complicado assim. Difícil é achar aquela gordinha tão charmosa quando as meninas mais esbeltas. Aquela que não se intimida e não se aperta nas roupas. Mulheres gordinhas de atitude, são como vinho...

Agora a parte da comida é meio ridícula... Só porque é gorda tem sempre que comer muito? Nada a ver... As gordinhas também fazem dieta, comem salada e também comem pouco nos primeiros encontros.

Agora sabe qual a vantagem de se apaixonar por mulheres gordinhas? Você mode apreciar sem moderação! Hahahaha

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Assim a vida me fez

Eu já nem finjo ter paciência. O tempo que eu tenho a perder, perco comigo, e só. Com os outros, se não ganhar o tempo com eles, lamento, mas não terei essa virtude.

Não tenho suportado pessoas sem graça, sem vida, ignorantes, que não sejam capazes de rir de si mesmas. Chatas, eu diria. Não tenho vocação mais pra isso. Você diz “oi” e a pessoa nem... Dá um sorriso e a pessoa tchun... Cadê o bom humor que tava aqui? Acha que tá falando com aquele sofá em que acabou de bater o mindinho na quina? Lamento, minha irreverência agora é seletiva. Meu bom dia é só pra quem realmente quero que tenha um dia agradável.

E não me sinto mal por isso. Talvez tenha mesmo perdido minha passagem de 1ª classe pro céu. Mas não me importo em ficar com a barrinha de cereal. Não dou mais o direito de interferirem em minha paz de espírito. Se você tem feito tudo errado, não emprestarei mais minha eficiência em solucionar o tédio.

Mas sou eternamente vulnerável a quem é capaz de rir dos seus defeitos às 2 tarde de uma terça-feira, a quem se deixa levar por piadinhas infames, a quem não se importa de desenhar um relógio de caneta bic no braço, a quem se propõe a passar uma tarde inteira falando nada com nada, pelo simples prazer de ganhar um tempo divertido.

Se for tirar férias prolongadas pro país das irreverências, me convide. Esperarei pacientemente por você na estação.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Dicionário Paraense

Quando estamos longe de casa, somos logo percebidos... E logo depois confundidos com cariocas, mas não. Se vocês se depararem com algumas expressões singulares, você estarão de frente com um típico paraense. Então para vocês entenderem nossas girias, lá vai o dicionário paraense!

ÉGUA: Vírgula do paraense, usada entre mil de mil frases ditas, e com essa expressão, ele não tem a menor chance de errar nas concordâncias...

LEVOU O FARELO: Se deu mau!

PITIÚ: cheiro de característico de peixe, você consegue sentí-lo com maior intensidade no VER-O-PESO, cheiro de ovo também é pitiú.

SÓ-TE-DIGO-VAI: Expressão usada pelas mães pra chamar a atenção dos filhos mal ouvidos, quando não as obedecem!

TE ACOCA: Te abaixa.

MUITO PALHA: Muito ruim. Ex: Essa festa ta muito palha!

MAIS-COMO-ENTÃO?: "Me explique por favor!"

BORA LOGO: Se apresse!

BORIMBORA: Vamos embora

MAS QUANDO OU MAS QUANDO JÁ... : você está mentindo, expressão de quem está duvidando de algo que a pessoa está dizendo.

EU CHOOORO: Significa " não tô nem aí"  

FILHO DUMA EGUA: Filho da mãe

PAI D'EGUA: Excelente 

OLHA JÁ: É mentira!!

ÊÊÊ... : Quando algo que se conta é mentira, também pode anteceder a expressão "Mas quando"

ERAS: Essa expressão pode ter mais de um sentindo, dependendo daforma que é utilizada. Ex: Era de ti... (Ta vendo como tu és? Poxa vida)

TU ALOPRAS: Você passa dos limites, apela 

HUM... TÁ, CHEIROSO: Uma expressão irônica, "Ta gostoso" "Bonitão" 

PUTISTANGA: É uma expressão mais antiga, significa Poxa vida, também pode substituir o Égua em algumas frases. 

UUUULHA: Expressão usada quando quer se referir a algo. 

ASSANHADO: Sinônimo e intrometido, enxerido. 

DIACHO: Expressão de desapontamento. Ex: Mas que diacho de vida! 

CARAPANÃ: Pernilongo, mosquito... 

 PÔ-PÔ-PÔ: Embarcação típica composta por um a canoa coberta ou barco de menor porte, movida a motor de  2 tempos na pôpa.

CALANGO ou OSGA: lagartixa (de chão).

BAITA: Algo legal, bacana. Ex: Vai ter uma baita festa no sábado...

ARREDA AÍ:  afasta aiii

JÁ ESTÁS NO TEU MOMENTO: Quando alguém faz algo que chame atenção, ou dá em cima de outra pessoa...

JÁ VALE???: É usado quando alguém faz algo que desagrade outra pessoa. Ex: Já ta valendo mentir assim?

MAS QUANDO!: Essa expressão difere da "Mas quando já", nesse caso ela é usada pra negação de alguma pergunta. Ex: Vais pro show na sexta?... Resp. Mas quando, to sem dinheiro! 

ESMIGALHAR: Amassar, desmanchar

ESBANDALHAR: Quebrar

RALHAR: Brigar

DIZQUE...: Uma interjeição de ironia. Ex: Disque ele conheceu a Juliana Paes. Hahahaha

COQUE: Um leve soco com a falange dos dedos na cabeça, cascudo.

PAPUDINHO: Pessoa que bebe muito, cachaceiro

DISPRÉ: Algo ruim, vergonhoso

JÁ QUERES...: Expressão usada quando uma pessoa está interessada em outra. Ex: Olha aquele menino ali... Bonito. Resp. Já queres né?

PAPA-CHIBÉ: Paraense autêntico, aquele que não troca seu pirão de água com farinha.

MANINHU: Amigo, Colega

HEBE: Sinônimo de égua, caramba 

XIRÍ: Orgão genital feminino  

GITA ou GITITA: Pequena, pequenina. 

TEBA: Grande.

CHOPE: É o mesmo que sacolé.

PÃO CARECA: Pão francês, cacetinho.

DAR A FORRA: Retribuir um favor prestrado por alguém. Ex: “Pedro deu a forra na conta”

TORÓ: Chuva forte.

CABOQUICE: Adjetivo que diminui algo/fato. Fazer caboquice...


Acho que depois desse dicionário paraense, não tem mais como confundir!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Estreando o blog falando baboseira. Lóóógico!!

Moro sozinha desde fevereiro e o que mais me incomoda não é lavar a louça ou o banheiro... É ficar no silêncio a noite.

Minha casa antes parecia uma pensão. Imagine um  edifício onde o andar inteiro é da família... Na minha casa cinco pessoas com hábitos totalmente diferentes morando juntas, minha mãe que sempre dormia cedo, meu pai que roncava em frente a TV, meu irmão que tocava guitarra e ouvia músicas pesadas num volume que as vezes incomodava, minha irmã de criação com quem eu fazia acordos pra ganhar o meu jantar, eu e um cachorro viralata que não parava quieto um segundo.Troquei tudo isso por uma casa silenciosa onde a TV é minha companhia.

Vícios velhos: reclamar da falta de privacidade, reclamar do barulho, assistir TV conversando sobre o que está passando, inventar um jantar diferente, bagunçar o meu quarto...

Vícios novos: baixar filmes, assistir Dona Beija no SBT, dormir na sala, tomar sopa instantânea por preguiça de fazer o jantar, falar sozinha e fazer da internet a minha melhor amiga.

É engraçado como a solidão muda a gente. Falar boa noite pro William Boner, pra mim, era coisa do meu avô, saber da hora pela programação da TV era coisa de dona de casa... Hábitos mudam do dia pra noite de acordo com nossas necessidades.

A solidão me fez mais vaidosa, mais prendada, talvez até mais feminina. Tenho visto mais filmes, lido mais livros. Morar só tem me feito menos desleixada.

Mas ô saudade da pensão da Dona Sandroca...