quarta-feira, 3 de junho de 2009

A vida é cheia de hábitos emprestados!

Hoje o dia tá um gelo só, um bom cappuccino tem o seu valor nesses 5° que marca o termômetro, acredite. Eis um grande hábito para dias frios. Aliás, desde que a minha antiga chefe levou pro trabalho um café com essência de Amarula e me deu o frasquinho da essência depois, passei a ter o hábito de tomar cappuccino assim, é incrivelmente fantástico!

Confesso que peguei emprestado alguns hábitos ao longo da vida. Hábitos alimentares então, tenho aos montes. O miojo com creme de leite foi de uma amiga, mas já abandonei há um tempo. O de comer batata palha de cebola e salsa foi de um amigo, mas também larguei depois que vi não tinha um bom custo x benefício, percebi que no pacote vem menos batata e é 80 centavos mais cara que a tradicional (sim, por causa de 80 centavos eu abandonei!). Comer bomba de chocolate veio da agência em que eu trabalhava, 3x na semana um de nós era convocado a ir à padaria ao lado comprar, e pronto, já saí da agência mas sempre que passo numa boa padaria vou lá e compro. Passei a comer churrasco com pão por causa dos curitibanos, talvez isso nem seja um hábito, é mais uma questão de logística mesmo, aqui você nem tem muita escolha, nos churrascos é só carne (se tiver, amém!), calabresa e pão, nada de arroz, feijão, farofa e vinagrete que eu já tava acostumado.

O hábito de falar “boSSSta véééi” veio de um primo, no início eu falava mais pra tirar sarro dele com a imitação e acabei ficando sem controle. Aliás, essa é a pior maneira de se adquirir um hábito, a gente fica imitando e quando vê, pulft!, a piada interna já ganhou o mundo  e se tornou um hábito difícil de largar. Também na brincadeira acabo enrolando a língua e falando “veRde”, “poRta”, “caRta”, mas nisso eu ainda tenho uma certa autonomia. Por causa de um amigo mineiro, eu passei a falar “nuussenhora” e “nooo”, ainda no esquema da imitação.

Tem aqueles hábitos que eu preferia nem ter. Bocejo alto por causa do meu irmão, por puro descontrole também, e isso se torna meio constrangedor numa sala de aula ou com pessoas nem tão chegadas. Os palavrões vieram da sociedade mesmo, já que na minha casa meus pais nunca falavam e me recriminam até hoje por isso, vez em quando me pego falando “caralho, que foda mãe!” quando ela me vem com alguma notícia surpreendente. É foda! Ops, perdão, é força do hábito.

O hábito de dizer que não estou quando alguém liga em casa pra oferecer aquele super cartão de crédito, eu meio que peguei do meu pai. O “meio que peguei” é porque ele pedia pra dizer que não estava, eu só adaptei pra versão de mim mesmo dizendo que não estou. Hábitos adaptados são super bons, dá até pra dizer que fomos nós que o criamos. O hábito de escrever em blogs eu nem sei de onde veio.

Talvez o meu melhor hábito adquirido tenha vindo da minha mãe, o de conversar com pessoas que a gente desconhece. Sempre achei essa uma capacidade realmente incrível dela, trocar experiências e entretenimento e risadas e solidariedade com alguém que você nem sabe o nome. Por conta do destino, mudei pra uma cidade desconhecida, todas as pessoas se tornaram estranhas, então passei a encarar a vida de um jeito diferente e vejo o bem que tem o hábito da minha mãe, o quanto você pode melhorar o dia de alguém só por dar um pouco de atenção e em quanto você consegue melhorar o seu também. Grande hábito esse da minha mãe, conversas descompromissadas com estranhos tem mesmo o seu valor. Talvez o hábito de escrever em blogs tenha um pouco disso. Hello stranger!

A vida é mesmo cheia de hábitos emprestados, quais são os seus?

5 comentários:

Marcela Condurú disse...

Ah... O hábito de escrever em blog fui eu sempre te enchendo o saco!!
A tua mãe é um máximo mesmo, ela me divertia no SPA!
E tu é estranho... To começando a entender porque!!
xD

Victor Nassar disse...

uaAHUSuahus Pode ser isso sim! =p
Mmãe é ótema! hahaha

E somos todos estranhos. A questão é que uns são mais que os outros, fato!

danizinha disse...

e o hábito de ter preguiça? vem de onde?

hahahahahaha

Victor Nassar disse...

hashauhsahaha
Oooolha, apesar de ser contagiosa, acho que a preguiça é quase natural do ser humano! Tá na Bíblia, Adão ficou enrolando dias pra capinar a estradinha que dava do riacho até a árvore, então a Eva resolveu sacaniar com a história da maçã! Tá lá! haha

Marcia disse...

Gostei, gostei gostei. Vou acompanhar suas estórias.
bj